Dos Leitores
Detentos invadem casa
Já me tiraram a comida e o sol, já levei chute e bofetada. Abriram as pernas da minha mulher, arrancaram a roupa da minha mãe. Não têm mais o que tirar de mim, só ódio. (J.M.E., 31 anos, preso). Essa frase, coletada quando da Caravana Nacional de Direitos Humanos nos Presídios Brasileiros, nos mostra, minimamente, ao que submetemos, diariamente, a grande maioria dos presos do nosso país, bem como seus familiares. Imaginemos, então, como sairão dos presídios essas pessoas submetidas a tanta violência. Imaginemos contra quem retornará tamanha raiva e ódio. Sairão de lá pessoas que não acreditam em nada mais, que dividiram suas celas superlotadas com baratas e ratos, e que, contrariando todas as probabilidades da psicanálise, conseguiram resistir e não enlouquecer. Confesso que estou assustado e com medo. Estamos criando nossos monstros em estabelecimentos estatais, os quais deveriam tratar e dar condições para que estas pessoas tenham uma vida com dignidade e possam retornar e conviver conosco em sociedade. Mesmo assim, sem dúvida que muitos cidadãos de bem dirão que isso ainda é pouco para esses criminosos monstruosos. O pior é que, se formos realmente conhecer o sistema prisional, perceberemos que a imensa maioria das pessoas que estão presas é pobre ou miserável e que está presa por crimes contra o patrimônio ou por tráfico de drogas – e, muitas vezes, entrou para o submundo simplesmente por uma falta de assistência sistemática do Poder Público (e isto, obviamente, se repete no sistema prisional do nosso país). Experimentássemos investir na pessoa do preso o que se gasta para manter cada um nos presídios, sem dúvida que muitos não estariam no sistema prisional ou cometendo crimes.
Eledilson Ferreira
Via internet
BR-440
Foi muito bom ver na Tribuna do dia 16/09 o artigo do vereador Julio Gasparette a respeito da rodovia 440. Tenho acompanhado diariamente esta obra que transformou uma área que era puro brejo em uma rodovia que já tem valorizado enormemente toda área de São Pedro e trará para Juiz de Fora um grande alívio no trânsito, sendo uma obra que merece todo elogio e compreensão de todos nós. Os problemas que apareceram, que sejam solucionados, e, em lugares apropriados, que se plante árvores frutíferas, como em alguns países da Europa. Seria importante se pensar em dar um nome a esta rodovia, fazendo homenagem a uma pessoa que durante toda sua vida falava em árvores frutíferas para todos e era uma pessoa de uma família das mais tradicionais de Juiz de Fora, João Roberto Lawall.
Francisco Caixeiro Filho
Via internet









