Morreu, aos 23 anos, na tarde do último domingo (19), Lívia Rodrigues, estudante do curso de Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O sepultamento será realizado na Capela 3 do Cemitério Parque da Saudade, às 16h desta segunda-feira (20).
Ao final de 2025, Lívia foi diagnosticada com a Síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética e hereditária que impede que o corpo identifique e combata células cancerígenas. Ela estava internada desde sábado (18), em função de complicações respiratórias.
A estudante do curso de Educação Física, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), viralizou nas redes sociais, em 2026, ao contar sobre a condição. À época, sua história repercutiu na comunidade acadêmica e em Juiz de Fora, mobilizando doações para que ela conseguisse comprar um medicamento que auxilia no tratamento da doença. A Atlética da Faculdade de Educação Física da UFJF utilizou as redes sociais para decretar luto pelo falecimento de Lívia.
“Sua luta foi marcada por uma coragem gigante. Até o último minuto, enfrentou cada batalha sem tirar o sorriso do rosto, sem deixar abater e mostrando a todos o verdadeiro significado de esperança”, destacou a Atlética, em publicação.
À Tribuna, Gabriela Rodrigues, irmã de Lívia, contou sobre a relação entre elas e afirmou que sua vida jamais será esquecida: “Com o diagnóstico nossa relação mudou. Ficamos mais próximas e no lugar das implicâncias nasceu uma preocupação diária. Nesse período, mudei de casa, mas a distância entre os bairros não diminuiu a preocupação com ela. Várias pessoas passaram no velório e comentaram o quanto era lindo ver ela se superando. Não tenho palavras para descrever o quanto a Lívia fará falta em nossos corações, mas acredito que ela plantou um pouquinho dela em cada um de nós e nos ensinou a não desistir.”
*Estagiário sob supervisão da editora Mariana Floriano
