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O lixo de todos nós

O descarte irregular do lixo deve ser combatido com campanhas educativas, indicando que todos perdem quando ações dessa natureza são praticadas


Por Tribuna

29/11/2019 às 06h58

Moradores de vários pontos da cidade encaminharam à Tribuna uma reclamação comum: o descarte irregular do lixo. Trata-se da colocação do material fora do horário, alguns em cima da hora, outros com grande antecedência, o que se torna um problema, sobretudo com a chegada do ciclo das chuvas. O lixo de todos nós deve ser colocado à disposição do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) no tempo certo, a fim de ser recolhido, em vez de ficar exposto nas ruas, gerando um passivo de justificadas reclamações.

Os casos variam. Em dias de feriado, que coincidem com o dia da passagem da equipe do Demlurb, há sempre aqueles que desconhecem a ausência do recolhimento e, sem qualquer comprometimento com a vizinhança, tiram o seu lixo e o deixam na calçada, à mercê do tempo e dos animais, especialmente cachorros, que espalham todo o material para desgosto coletivo. De novo, como tem sido rotina nesse espaço, entra em pauta a educação. Não faz sentido o cidadão olhar apenas para o próprio umbigo sem avaliar as consequências de seu gesto. Ao final, todos perdem, inclusive ele, quando esse descarte vai para as bocas de lobo e leva ao alagamento das ruas.

E não é por falta de aviso. Com um mínimo de bom senso, é possível perceber que em dias de feriados não há coleta, salvo em regiões onde ele é necessariamente colhido. Por isso, livrar-se do lixo e deixá-lo na calçada é um gol contra.

O agravante desse cenário são os novos tempos. Chamar a atenção do infrator não é mais uma simples e amigável advertência. Há uma tensão no ar que pode levar a qualquer caminho, pois a reação pode ser um gesto envergonhado ou um conflito. Quem não se importa com os outros normalmente está infenso a qualquer tipo de observação. Basta ver o que ocorre frequentemente no trânsito.Vira e mexe são registradas ocorrências que culminaram em violência em decorrência de uma simples barbeiragem. O que dizer, então, de alguém ser chamado a atenção.

Seria fácil transferir esse papel para o Governo, já assoberbado com tantas demandas. Educar a população com frequentes campanhas é o único caminho, pois são voltadas para o coletivo. Nesse caso, quem não respeita as regras, certamente, deve colocar a carapuça.