Ações objetivas e concretas

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Adicionar Tribuna de MinasA Tribuna de Minas apresentou em sua edição do último domingo alguns temas de importância para Juiz de Fora e região. Um deles, o mais destacado da atualidade, tem o Aeroporto Itamar Franco enfocado objetiva e firmemente em artigo de Jorge Montessi, presidente da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, através do artigo E daqui para frente, como será?. Parabéns ao presidente, pois estamos precisando muito de ações objetivas, sérias, de pessoas realmente compromissadas com o progresso geral da cidade e da região, de vozes claras, fortes e audíveis, que toquem na verdade dos fatos e cobrem ações eficazes de quem detém autoridade e poder, sem delongas maiores que só nos trazem prejuízo.
O tempo passa rapidamente, e dez anos ou mais não foram suficientes à operação do aeroporto em caráter permanente. Um morro que prejudicaria a operação de jatos maiores foi rebaixado, deixando a pista mais aproveitável; o trecho novo do acesso rodoviário foi finalmente equacionado, restando vê-lo pronto, se no decorrer da obra não faltar verbas adicionais, fato corriqueiro no país; a disponibilidade de voos para Campinas mereceu bom proveito por quem demandava a São Paulo, ainda que não em jatos puros. O aeroporto parecia fadado ao sucesso, mas, de repente, eis que a única empresa aérea que o utilizava abandona-o e dá preferência ao da Serrinha, este, sim, pleno de limitações. Será que a Azul tomou tal iniciativa pautada apenas no interesse econômico? Por que outras empresas até o momento não se interessaram pelo aeroporto? Qual o motivo real do fato? E as cargas que estariam à espera de um grande terminal?
Tais questões e outras merecem sérias considerações, e somente respostas firmes e plausíveis, aliadas a soluções inteligentes, poderão equacionar de vez as demais deficiências do aeroporto, obra caríssima tida e havida como a redenção do transporte aéreo de Juiz de Fora e região. As demandas da Zona da Mata têm sido de difícil e longo equacionamento. Movimentos são feitos, mas percebe-se a falta de algo mais, daquele componente aglutinador essencial à junção das partes envolvidas, um conservante da conjunção das forças regionais destinado a integrar e manter vivas as reivindicações sempre à luz dos objetivos propostos, sem tréguas.
Que o bom objetivo da petição pública anunciada pela ADJFR no artigo faça despertar em todos, indivíduos e organismos, a solidariedade, a vontade e a força motora contínua necessárias ao nosso desenvolvimento regional mais acelerado, fazendo-nos novamente orgulhosos de uma Zona da Mata próspera e moderna. Para tanto, contamos com inteligência, seriedade e criatividade de muitos que precisam ser motivados a participar desse esforço comum, sem o qual eternizaremos a mesmice.









