A crise da Síria

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Adicionar Tribuna de MinasMais preocupante que os últimos conflitos na Síria são as notícias que estão chegando truncadas e de acordo com os interesses daqueles que combatem qualquer governo de orientação socialista. Infelizmente, a imprensa brasileira está, como sempre, comprando a versão da imprensa norte-americana. Basta lembrar das propaladas armas de destruição em massa de Saddam Hussein, cujos documentos que comprovariam sua existência foram claramente falsificados pelo governo norte-americano – e, na época, a imprensa ocidental acatou passivamente isso, que serviu de pretexto para a catastrófica invasão do Iraque.
O atual presidente sírio, Bachar Al-Assad, apresenta um perfil mais moderado que seu pai e antecessor, Hafez Al-Assad. Mas tal moderação encontrou muita resistência dentro do seu próprio governo, ou seja, daqueles simpáticos à linha dura adotada por Hafez. E caso Bachar Al-Assad caia, corre-se o risco de ascender um governante mais inflexível e nocivo à paz na região. Por saber disso, o governo norte-americano dedica mais cautela no caso. Presume-se, então, que não há interesse dos EUA em derrubar Al-Assad, mas sim desestabilizá-lo por dentro.
Em alguns lugares da Síria, insurreições foram surgindo na carona das recentes manifestações no mundo árabe. Diante desse cenário, autoridades sírias tentaram o diálogo, mas as manifestações foram ficando mais violentas. Muitos armamentos pesados foram flagrados com manifestantes em três regiões fronteiriças importantes. Descobriu-se uma facção radical desconhecida e bem organizada infiltrada nas manifestações pacíficas, causando violência e morte de civis e militares. Para sufocar esses levantes inesperados, o governo Sírio só teve uma alternativa: usar a força.
A política norte-americana no Oriente Médio, desacreditada, nunca prosperará enquanto a sua força militar ficar tendenciosa a Israel, único país da região a possuir armas atômicas e de destruição em massa. Diante desse cenário, como negociar a paz de maneira equilibrada?









