A consciência verde

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Adicionar Tribuna de MinasA recuperação econômica de Juiz de Fora não está ocorrendo de forma isolada. Em todos os setores, a Prefeitura está trabalhando para que o fim da estagnação da cidade não seja responsável pela redução da qualidade de vida do juiz-forano. Essa atitude passa, inevitavelmente, pelas ações ambientais. Uma delas é a intensificação do Projeto Cidade verde, lançado pelo prefeito Custódio Mattos em 2009. Sobre esse projeto, coordenado pela Agência de Gestão Ambiental de Juiz de Fora (Agenda-JF), órgão da Prefeitura, recai algo mais do que o simples fato de plantar mudas de espécies nativas. Temos o objetivo também de, através desse trabalho, ampliar a consciência ambiental de nosso povo, desta e das próximas gerações.
Este é o primeiro projeto, desse nível, desenvolvido em Juiz de Fora, em seus 162 anos de existência. Todo o seu processamento tem como base a recuperação de várias florestas municipais, e seu acompanhamento técnico conta com a participação também do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que forneceu as mudas. Só em sua primeira fase, foram plantadas 83 mil árvores nativas, e agora, iniciando a segunda fase, mais de 500 mil mudas estarão cobrindo algo em torno de 253 hectares de terra.
É preciso, porém, que se entenda que a implantação de um projeto florestal não pode ser vista apenas por um ângulo. Uma floresta não é um jardim. Em torno desse aspecto, há um processo natural de regeneração de espécies nativas, o que faz com que o solo fique protegido de erosões, aumentando também a biodiversidade da área. Assim, existe também – e paralelamente – o processo de crescimento de outras espécies, que vão surgindo naturalmente em torno das mudas plantadas. É o chamado mato, que é retirado constantemente no início do processo de crescimento das mudas. Essa limpeza é mais esporádica à medida que essas mudas se desenvolvem, já que as raízes dessa vegetação invasora são superficiais e não competem com as mudas ali plantadas.
Todo o processo é acompanhado por técnicos. Uma empresa foi contratada para implantação e manutenção do plantio, e, por exigência contratual, existe um responsável técnico, um vigilante que acompanha o desenvolvimento das espécies plantadas. Elas não crescem órfãs.
A própria Agenda-JF, através de seu Departamento de Educação Ambiental e Proteção aos Recursos Naturais, visita constantemente o entorno das áreas, e mantém contato com moradores e escolas públicas da região, buscando conscientizar a população a respeito da necessidade de colaborar na vigilância, evitando também a colocação de lixo nas áreas reflorestadas.
Essa conscientização é a melhor alternativa para a recuperação florestal. Só assim estaremos evitando as ações criminosas que podam a esperança de uma melhor qualidade de vida para a população.









