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O STF no banco dos réus

“Mais do que julgar o comportamento pessoal do ministro Alexandre de Moraes, hoje, e André Mendonça, no dia 23, o Plenário do STF estará sendo submetido a um julgamento político.”


Por Paulo Cesar de Oliveira *

15/09/2026 às 06h51

Hoje é dia do Supremo Tribunal Federal sentar-se no banco dos réus. Mais do que julgar o comportamento pessoal do ministro Alexandre de Moraes, hoje, e André Mendonça, no dia 23, o Plenário do STF estará sendo submetido a um julgamento político. Não que não existam indícios fortes de que tanto Moraes quanto Mendonça tenham cometido irregularidades em mereçam ser punidos por elas. A questão não é esta.

Pelas pressões que estamos assistindo hoje, fica evidente que tanto um quanto o outro, mas especialmente Moraes, são alvos políticos por sentenças que proferiram atingindo chamadas lideranças políticas. É tão evidente isto que se ouve no horário de propaganda eleitoral promessas raivosas de candidatos garantindo que vai acabar com os superpoderes do STF, poderes que não foram notados antes, só depois que puniu conspiradores.

Em princípio é bom lembrar que o Supremo não tem superpoderes. É apenas a instância máxima que precisa julgar, como as demais, de acordo com a lei. O que os resultados destes dois julgamentos – Moraes acusado de com seus atos beneficiar Lula e Mendonça de beneficiar os Bolsonaros – influenciarão as eleições não é possível medir. Mas deixam claro que não podemos continuar convivendo com os problemas atuais. E nos deixam – nós eleitores – na obrigação de sermos mais seletivos em nossas escolhas nas ruas.

Nós vamos precisar de reformas para aperfeiçoarmos nossas instituições, e eu não ouso propô-las, o que será feito pelo Poder Legislativo. Daí a necessidade de escolhermos bem em quem vamos votar. Escolher gente preparada, com passado limpo, não simplesmente valentões que prometem tudo fazer, demonstrando que não conhecem nem mesmo os limites de sua atuação.

Você eleitor precisa conscientizar-se que as mudanças que precisamos em todas as áreas – econômica, política, penal, saúde, educação etc – começam com o seu voto.

* Paulo Cesar de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil.

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