Riqueza para todos!

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Adicionar Tribuna de MinasA moeda única, mais do que uma necessidade da China, para fazer concorrência ao dólar de seu maior devedor atual, é um compromisso da economia e dos verdadeiros economistas com a democracia financeira e com a mais elevada distribuição de rendas, único meio de acabar com a maior desgraça criada pela economia criada para os ricos: a miséria solapante e desumana. Uma vez que os economistas, depois de David Ricardo, Adam Smith e Thomas Robert Malthus, apenas vieram – com raríssimas exceções – para tripudiar a instituição do dinheiro, como necessidade básica e benéfica para o progresso e na riqueza das nações (leiam Adam Smith), fica o dilema atual: riqueza para poucos e miséria para muitos?!
E não faltou a indispensável presença moral e social do fantástico economista John Maynard Keynes, que abandonou a Conferência que criou o Tratado de Versalhes, por achá-lo um acinte à perdedora Alemanha, incapaz de pagar o exorbitante preço que lhe cobravam os vencedores da Primeira Grande Guerra, e, depois de escrever obras sobre o nobre uso da moeda, em 1944, comparecer à Conferência de Bretton Woods, sendo um dos criadores do FMI – Fundo Monetário Internacional – e do BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – já se preocupando com o fim social prevalente na criação e no uso da moeda, inclusive sob controle de entidades que perduram.
Numa população mundial atual, de cerca de sete bilhões de habitantes – pasmem-se -, existem mais de 30% de seres humanos em condições de miséria. Mais importante do que o exemplo do euro, ao tentar unificar a economia europeia, do que a defensiva inglesa mantendo a independência de sua libra esterlina, do que os States tentando manter a dolarização da economia, ou do que a China sugerir uma moeda de fundo de reserva mundial, para repetir a estória do dólar furado, é a economia supraideológica, suprapartidária, supranacionalista, mas essencialmente civilizatória, igualitária e humanista assumir as rédeas do futuro maravilhoso dessa espécie que acabará se autoconsumindo em nome do poder, da riqueza para alguns e da miséria para a maioria: a espécie humana, colocada no caldeirão da morte, pelas lutas e pelos preconceitos entre as numerosas raças que a constituem!









