País do presente

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Adicionar Tribuna de MinasNeymar se consagra como um jogador diferenciado, um craque raro no futebol brasileiro, audacioso, moleque, driblador, pra frente, e, segundo o presidente do Santos, Luis Álvaro, vai se transformar num personagem da história do futebol brasileiro. E vai ganhar dinheiro por aqui mesmo, podendo até se tornar o maior jogador do mundo jogando em nossos campos. Por que o futebol que encanta a todos não pode ter o melhor jogador do mundo jogando no país do futebol? Quem pensa que vendê-lo para o Chelsea por cerca de 30 milhões de libras (cerca de R$ 80 milhões) seria uma boa para o atleta acaba prestando um desserviço ao esporte brasileiro, às vésperas de uma Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.
Este é só um exemplo de que o povo brasileiro precisa se libertar, de uma vez por todas, do olhar colonizado, da baixa autoestima e do tom pessimista de que nada aqui dá certo. Para se construir uma nação soberana, o povo deve conquistar sua autoestima, lutar pela sua soberania, desvencilhar-se de velhas amarras preconceituosas estimuladas por quem quer continuar colonizando os países de nossa América Latina. E acreditar que é possível crescer com sustentabilidade, dignidade, cidadania e liberdade. Afinal, não há democracia efetiva sem isso. E não esperar muito de políticos carreiristas, oportunistas e/ou fichas sujas, buscando uma nova representação, desvinculada da corrupção e comprometida com a mudança e o progresso social. É tarefa fácil? Não. É difícil, mas precisa ser encarada de frente por todos. E só o povo é capaz de resolver essa questão vital para o país deixar de ser do futuro e passar a ser do presente.
O Brasil precisa se afirmar, principalmente na cabeça do brasileiro, e parar de pensar que tudo que vem lá de fora é melhor que as coisas daqui. As condições de vida do brasileiro melhoram a cada ano, o crescimento é uma realidade no país, as oportunidades estão surgindo em diversas áreas, o pré-sal, o etanol e o biodiesel podem alavancar ainda mais o nosso desenvolvimento. E o país é, cada vez mais, respeitado no cenário internacional ao lado da China, da Índia, da Rússia e da África do Sul. Já está na hora de o brasileiro olhar para o lado de cá do planeta com orgulho das nossas conquistas e com determinação para seguir em frente. A hora é essa, as bases para o crescimento estão lançadas, e é preciso não perder a oportunidade histórica que está à nossa frente.









