Tarefa Cristã

“Em todas as horas, compete aos espiritualistas dedicarem-se com seu conhecimento e sua fé robusta, darem o exemplo de segurança espiritual, equilíbrio emocional, contribuindo com sua presença pacífica para a paz social”


Por Iriê Salomão de Campos, Comunidade Espírita "A Casa do Caminho"

09/01/2026 às 07h28

Ainda hoje, século XXI, corridos dois mil e vinte e seis anos da presença de Jesus, o Cristo de Deus, entre nós, continuamos com grandes dificuldades em aprender as lições do Divino Mestre.

A humanidade se mantém milenarmente enredada nas tempestades políticas, nos atritos sociais, mantendo seus ouvidos para as vozes inferiores que se detêm nas falas do perigo que se avizinha, proclamam os movimentos coletivos para o bem de todos, mas, sorrateiros, cultivam o egoísmo feroz, para atender a seus interesses exclusivistas.

Todos os acontecimentos que ocorrem no planeta em solavancos impactam sem exceção os recantos da Terra. São como ondas revolucionárias e regeneradoras, que provocam nos mais atentos e dedicados trabalhadores do progresso um desejo de trabalhar mais e mais, para a construção de um novo, porém não inédito organismo social, sustentado nos ensinos de Jesus em toda sua pureza, com o único desejo de construir um conjunto de leis em que as gerações futuras, inseridas em uma educação regeneradora, constituirão a sociedade terrena sobre o amor, a justiça e o perdão.

Tal mensagem para alguns, ou muitos, pode parecer contraditória, diante dos turbilhões que se espalham mundo afora. Esses são expressões dolorosas de uma fase transitória, de um momento de sombras e experiências difíceis da vida.

O Evangelho de Jesus nos alerta: o escândalo é necessário, mas ai de quem o promova.

Em todas as horas, compete aos espiritualistas dedicarem-se com seu conhecimento e sua fé robusta, darem o exemplo de segurança espiritual, equilíbrio emocional, contribuindo com sua presença pacífica para a paz social.

Para nós os Espíritas, a tarefa está vinculada ao estudo e aprendizado do Evangelho à luz da doutrina Espírita, com o objetivo primeiro e fundamental da renovação do homem interior, dentro do princípio da fraternidade cristã, como nos ensinou Jesus: “que vos ameis uns aos outros, assim como vos amo” (João 13:34).

O amor divino é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se apieda de todos e que nada nos pede e nada exige jamais. Plasma divino com que Deus envolve tudo que é criado, é o hálito dele próprio, penetrando nas entranhas de todos em todo o Universo.

Regidos pela lei do divino amor, cada ser é acalentado e socorrido no exato local em que se encontra na escala evolutiva, por isso somos todos filhos do mesmo Pai e iguais perante a Ele.

Eis porque Jesus, enviado por Deus à Terra com a missão santificada de iluminar nossos caminhos, apontando para a eternidade, em cada um de seus passos de sua missão, teve o amor ao Pai por inspiração, amando sem a preocupação de ser amado, auxiliando sem qualquer ideia de recompensa e nos legando o ensino perfeito para o bem viver: “Tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei vós também” (Mateus 7:12).

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