‘Educassão’ BBB ou educação?

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasA educação no Brasil há muito está enferma e, há décadas, agoniza no leito infecto das UTIs! Quando a população era menor, nas escolas públicas e/ou particulares, era ministrado um ensino de melhor qualidade. Havia disciplina e respeito entre alunos e professores, que eram vistos por todos os pais como educadores. A partir do populismo, por parte de governantes apátridas que, em geral, não se preocupavam em semear boas sementes para que outros, no futuro, pudessem colher bons frutos, o imediatismo passou a prevalecer! Sucessivos governos passaram a atuar para satisfazer as vaidades inconfessáveis daqueles cujo objetivo maior era o exercício do poder pelo poder.
Com o objetivo confessado de erradicar o analfabetismo no país, os militares, a partir do Golpe de 64, criaram o Mobral, movimento de alfabetização em massa, que, em pouco tempo, mostrou-se ineficaz. Quando presidente da Câmara Municipal, em companhia de professoras e diretoras de escolas estaduais, fui ao então ministro da Educação, Jarbas Passarinho, no Rio de Janeiro, quando sugerimos-lhe providências capazes de unificar o ensino em todo o país, fixando um piso salarial justo e decente para os profissionais do ensinar, a fim de que, com exclusividade, professores e professoras pudessem dedicar-se a esse nobre e importante mister de ensinar e educar nossas crianças e jovens preparando-os, convenientemente, para os múltiplos desafios da vida futura.
Quanto ao Mobral, fizemos à Sua Excelência a seguinte indagação: Senhor ministro: de que valerá alfabetizarmos, hoje, uma multidão de pessoas adultas se, paralelamente, não cuidarmos de fazer o mesmo em favor de seus filhos e filhas na idade própria? Ora, se as crianças e jovens não tiverem acesso natural à escola na idade própria, o Mobral terá que existir para sempre e isso não significa atacar a causa do problema! Resposta do senhor ministro: Isso é evidente, e vocês têm toda a razão! Só que nós estamos dispostos a atacar o problema de modo a eliminá-lo, se possível num prazo máximo de 20 anos!
Pois bem! Já estamos no ano de 2012, o Mobral deu água em pouco tempo e nenhum dos sucessivos governos teve a dignidade de atacar – de frente e de forma objetiva -, esse que é, comprovadamente, o principal e mais grave problema que nos aflige. Também pudera! Aqui impera a prática do imediatismo por parte dos governantes que se locupletam, não têm visão de futuro e não plantam a boa semente para que outros colham os frutos resultantes desse plantio! Resultado: graças a esse descaso, temos o desprazer de ver a OAB, por exemplo, realizando provas de conhecimento para os que terminam o curso de direito e, estes, na sua esmagadora maioria, acabam demonstrando despreparo total, pois, além de não ter domínio pleno das matérias de direito, a maioria não sabe, sequer, redigir um texto e ainda são capazes de agredir-nos escrevendo educassão, ao invés de educação! Culpar a quem, senão ao Governo federal, pelas providências capazes de produzir resultados somente dentro de 40 ou 50 anos? Cabe, pois, à presidente Dilma dar o primeiro passo! Usar a força persuasiva da TV, como propõe o PL de nº 4.513/84, em que defendo a criação de regras disciplinadoras da programação de TV, é a base desse passo! A TV tem que estar a serviço das famílias. Logo, não cabe orgia televisiva, tipo BBB, em horário nobre!









