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Um caminho eleitoral difícil de trilhar

“Se você, leitor, pensava em escolher seu candidato através da propaganda eleitoral, a esta altura está, no mínimo, decepcionado e preocupado com o futuro do país.”


Por Paulo César de Oliveira *

01/09/2026 às 06h34

Se você, leitor, pensava em escolher seu candidato através da propaganda eleitoral, a esta altura está, no mínimo, decepcionado e preocupado com o futuro do país. A propaganda eleitoral – que está em seus primeiros dias ainda, é verdade – e as entrevistas realizadas por diferentes órgãos de comunicação, mostram candidatos a presidente e governadores inteiramente despreparados que sabem apenas criticar e prometer que vão mudar tudo, colocar o país e os estados nos trilhos, sem apontarem caminhos a seguir e se apresentando como capazes de tudo.

Impressiona ver e ouvir os candidatos se apresentando como capazes de tudo, sem, nem de leve, lembrar aos eleitores que, para realizar o mínimo que for, precisarão de um Legislativo afinado com suas propostas. Se apresentam como autoridade máxima, capaz e com autoridade de mudar tudo, sem explicar bem o que precisa mudar.

Bem, esta é a visão de uma parte dos programas eleitorais, a que vende os candidatos ao Executivo. A que apresenta o futuro Legislativo que sairá das urnas consegue ser ainda pior. O tempo de cada um nos programas é curto sim, mas se não é suficiente para que apresentem propostas, é capaz de mostrar o despreparo do candidato e sua total inaptidão para a atividade política.

Nós que sempre nos queixamos dos velhos políticos sentimos falta deles. Além do despreparo, há o radicalismo, especialmente na campanha presidencial. Lula e Flávio, em especial, até aqui sustentam suas campanhas com acusações mútuas, numa clara tentativa de isolar os outros pretendentes, polarizando a disputa não com propostas que poderiam mudar o país, mas com disputa sobre quem é o mais corrupto.

E o povo embarca nessa onda. Assim como embarca na onda do valentão, aqueles que garantem que vão mudar tudo, criar um Brasil – ou um estado – novo, sem corrupção, sem violência, sem fome. Como isto será possível, ninguém diz.

Aliás, dizem: acabando com a corrupção e com as despesas. Simples assim.

* Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil.

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