EDUCAR É PRECISO
Durante a entrevista coletiva em que anunciou uma série de medidas para manter o abastecimento de água da cidade em dia, embora não descarte decisões mais duras, o prefeito Bruno Siqueira anunciou a realização de uma campanha educativa, na qual será cobrado o engajamento da população. A iniciativa é positiva, uma vez que, num momento como este, não basta passar a responsabilidade para terceiros, pois o problema é coletivo. Os governos têm que cumprir sua parte, com o combate ao desperdício, que significa investimentos na troca da rede, hoje responsável por uma perda de 30%. E cabe à população mudar seus hábitos, como reduzir o tempo de banho, dar férias às máquinas de lavar louça, evitar lavar o carro e não fazer do jato de água uma vassoura, como é comum ver pelas ruas.
O país vive uma crise anunciada, pois não é de hoje que o clima tem apontado para mudanças radicais, mas a questão sempre foi tratada como problema menor. Juiz de Fora, privilegiada por três mananciais, também não pode se descuidar, devendo continuar com projetos de modernização por conta do aumento da população e das áreas que precisam de abastecimento. A ocupação urbana cresce a olhos vistos e traz junto maior demanda por água, luz, transportes e outras questões que dependem do Poder Público.
Em entrevista na última quarta-feira, o governador Fernando Pimentel fez duras críticas aos antecessores por não encontrar um mapeamento sobre os reservatórios ou quaisquer planos para situação de emergência. Vale a queixa, mas ela se encerra aí, uma vez que caberá à sua gestão tomar as providências que até agora não foram tomadas. Fazer da crise um jogo político é o pior dos mundos para a população, hoje emparedada por dois discursos: o Governo culpa os adversários de não terem feito investimentos nos projetos de abastecimento, enquanto a oposição culpa o Governo – especialmente federal – de ter deixado o país entrar na crise energética. Vale, agora, o que vem pela frente.











