DESAFIOS DE 2015
Sem eleições, que normalmente induzem os governantes a agir de acordo com a cotação das urnas, e sem a Copa do Mundo, que paralisou o país por pelo menos um mês, 2015 – salvo pelo excessivo número de feriados que compromete a economia – será um ano marcado pela expectativa de que saiam do papel projetos apresentados este ano. Na edição de domingo, a Tribuna apresentou as perspectivas e elencou empreendimentos que precisam tomar forma. Será um ano novo com velhas demandas, sobretudo nas áreas de saúde, segurança, mobilidade e cultura.
Na primeira, a finalização do Hospital Regional é uma prioridade, pois a obra entra pela terceira administração estadual sem se consumar. Trata-se de um empreendimento ousado e necessário, uma vez que a cidade, por ser um polo regional, recebe pacientes de toda a Zona da Mata e até do vizinho Rio de Janeiro. O atual modelo não dá conta, bastando ver a luta diária de pacientes em busca de um leito, ainda mais agora, quando está suspenso o convênio com o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Na campanha, o governador eleito Fernando Pimentel garantiu que a obra será finalizada. A conferir.
Na segurança, houve claros avanços, a começar pelo “Olho vivo”, programa de instalação de câmeras de vigilância em áreas críticas, mas ainda faltam outras ações para impedir o crescimento do número de homicídios. A cidade fecha o ano com a mesma proporção de 2014, mas nada que possa ser comemorado. Ao contrário, se comparado a anos anteriores, o cenário é de preocupação.
A mobilidade também deve ser prioridade. A despeito da construção de um viaduto na Avenida Brasil, na altura da Rua Antônio Lagrota, ainda há pontos a serem considerados, como a trincheira sob a linha férrea na altura do Terreirão do Samba. Promessa de campanha da gestão passada, que adotou outras prioridades com os recursos vindos do Estado, a passagem é fundamental para acabar com as retenções na Rua Benjamin Constant, hoje um dos principais gargalos do trânsito da cidade.











