ACIMA DO TOM


Por Tribuna

30/09/2012 às 07h00

Nesta última semana de campanha, o eleitor vai perceber uma mudança no tom dos candidatos, algo, aliás, que já está em curso desde a divulgação das últimas pesquisas. Tornaram-se mais duros, e a boa convivência entre os candidatos, que marcou os primeiros meses de campanha, não existe mais. Basta verificar o que disseram nos últimos dias no horário eleitoral e nos eventos em que foram chamados a se apresentar. Cada um com suas queixas.

Campanha eleitoral em que a disputa envolve câmara e prefeitura sempre tem um toque diferente, já que as paixões se afloram e exacerbam os pronunciamentos. A militância se envolve mais, e, quando não há bom senso, ultrapassa os limites. Em Juiz de Fora, não houve casos de enfrentamentos, mas o uso do jogo baixo de ações anônimas voltou à cena.

Enquanto a pressão se desenvolve entre a militância, ainda há espaço para algum tipo de compreensão, mas não se deve esperar o mesmo das lideranças. Entrar no jogo bruto é um equívoco comprovado pelas urnas. Embora sempre haja aqueles que gostam de ver o circo pegar fogo, a opção do eleitor passa longe da truculência. Há claros exemplos em que o jogo rasteiro produziu efeito contrário e danos colaterais aos seus autores. Campanhas marcadas por esse estilo não resultam, necessariamente, em vantagens.

O eleitor, em última instância, quer discursos propositivos, que falem diretamente às suas demandas ou às da sua região. Por isso, nesta reta final, que prevaleça o bom discurso, ao nível dos próprios candidatos que, em suas histórias, sempre agiram dentro dos limites do bom senso.