ÚLTIMA FRONTEIRA


Por Tribuna

30/08/2014 às 06h00

No decorrer desta semana, a proprietária de um carro, a despeito de ter feito o pagamento em troca da segurança de seu veículo em uma via pública, o encontrou depredado. O responsável pela guarda já havia ido embora, de nada valendo o dinheiro gasto na ilusão de que não haveria riscos. Os flanelinhas continuam agindo na cidade, e todas as medidas anunciadas em diversos fóruns não saíram efetivamente do papel.

A cidade já passou por várias etapas na discussão do problema. Já houve sugestão de uniformizá-los, após devido levantamento de sua situação social, assim como propostas para encaminhá-los para outros programas de inserção com a geração de empregos. A última fronteira será a Área Azul noturna, anunciada para este ano ainda, na qual a remuneração a ser feita por quem estaciona na rua deve ser feita a um agente credenciado.

Hoje, embora entre os guardadores haja uma certa tabela, o motorista fica à mercê da própria sorte, pois o preço varia de acordo com a cara do freguês, sob a ameaça de, em não pagando, ter seu veículo depredado. Durante algum tempo, a polícia reprimiu a ação, mas com o passar do tempo tudo voltou ao seu lugar, isto é, à estaca zero.

Vários municípios tomaram iniciativas para combater esse problema, mas ainda não foi encontrada uma solução definitiva. Nas metrópoles, especialmente em dias de evento, os flanelinhas são vistos por todos os cantos definindo preços e locais, numa verdadeira indústria que nem sempre é comandada por gestos inocentes, sendo, sim, parte de um pacote comandado, muitas vezes, por quem não está nas ruas.