RUAS DA CIDADE
Mesmo que haja divergências entre os vereadores, uma vez que faz parte do processo democrático, é necessário retomar a discussão sobre os flanelinhas, já que a cidade ainda não encontrou uma solução para esse problema. Eles continuam ativos e, como a Tribuna já apontou, atuam até mesmo em Área Azul, na qual o usuário já paga para estacionar. A região do Alto dos Passos, que concentra o maior número de bares e restaurantes, tem a maior convergência desses guardadores irregulares, que atuam livremente sem qualquer constrangimento. Constrangidos, aliás, são as pessoas induzidas, ou quase coagidas, a pagar por um serviço que fica apenas na aparência.
Juiz de Fora não é exceção a esse problema, mas, como cada um deve zelar pelo seu pedaço, a discussão local se faz importante, a fim de garantir um mínimo de tranquilidade a quem deseja estacionar nas vias permitidas. Não há pagamento formal, mas a obrigação de remunerar os flanelinhas tornou-se inevitável, sob o risco de, em não o fazendo, ter o veículo danificado. Quem ousou pagar para ver, na maioria das vezes, ficou no prejuízo.
As ações policiais não são a solução exclusiva para a questão, pois tão logo a patrulha cumpra a sua jornada, eles voltam para as ruas. Antes da repressão, é necessário discutir o tema sob o viés social, sobretudo de encaminhamento a ser dado para os guardadores, já que muitos, de fato, atuam pelo sustento próprio e das famílias, o que exige dos organismos sociais e políticos um trabalho conjunto, dando-lhes uma alternativa de remuneração que não seja por meio da população.
Os vereadores José Sóter Figueirôa e João do Joaninho, protagonistas da discussão da última segunda-feira, têm suas razões, mas o melhor caminho é, unidos, insistirem com as instâncias envolvidas para, pelo menos, haver a retomada dos debates.











