FIM DA NOVELA


Por Tribuna

28/09/2013 às 07h00

O plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva encerrou a novela da Série D, na qual os protagonistas eram o Tupi, de Juiz de Fora, a Aparecidense, de Goiás, e o massagista. Parece, de fato, uma trama de novela, na qual o personagem central, embora não tivesse participação direta no jogo, por seu gesto, mudou o resultado da partida. Na primeira instância, o STJD já havia decidido pela exclusão da Aparecidense, mas ainda faltava o julgamento do recurso graças ao duplo grau de jurisdição, que também prevalece na instância desportiva.

Por unanimidade, os juízes entenderam que o time goiano se beneficiou de um expediente ilícito para avançar na competição e o excluíram. No mesmo dia, a CBF confirmou as datas dos próximos jogos, com tal etapa começando já na quarta-feira, contra o Mixto de Mato Grosso, em Cuiabá. Agora, a decisão será no campo, como se espera e como devia já ter acontecido na etapa anterior.

O Tribunal agiu pedagogicamente, pois, desta forma, estabeleceu jurisprudência para impedir expedientes semelhantes. Se a decisão fosse outra – beneficiando o infrator com novo jogo -, estaria sendo aberto um perigoso precedente para decisões fora dos gramados. Não havia outro caminho, sobretudo agora, quando o país se prepara para realizar a Copa do Mundo de 2014. A ação do massagista não foi num campo de várzea – onde também seria condenada -, e sim numa competição oficial, que faz parte do acesso à principal divisão do futebol brasileiro.

Se passar por esta etapa, o Tupi já estará entre os quatro que subirão para a Série C, da qual já fez parte no ano passado. Deve ter ambição maior, como a repetição do feito de 2011, quando venceu a competição contra o Santa Cruz, em Recife. O importante, porém, é que tudo volta à normalidade e aos gramados, local único para as decisões.