E DISSE FRANCISCO
Falando especialmente aos jovens, em visita a uma comunidade do Rio de Janeiro, o Papa Francisco foi enfático ao dizer que não se pode perder a esperança diante das injustiças e da corrupção. Foi um chamamento contra tais questões que permeiam a vida nacional e que motivaram a ida dos manifestantes às ruas: injustiça e corrupção, entre outras. O pontífice se mostrou antenado às demandas dos novos tempos e fez um libelo contra esse cenário que incomoda, sobretudo, a juventude.
O recado, porém, não se esgotou nos jovens. Ao contrário, ele foi uma advertência às instâncias de poder que insistem em transigir com a corrupção e que fazem do patrimonialismo uma rotina. Francisco, um homem despojado, em sua passagem pelo país, tem apontado para outros valores, advertindo para as tentações do dia a dia e das seduções dos jogos de poder.
Terminada a visita neste domingo, passa a se discutir o seu legado. Que lições a tirar do que disse Francisco, que desde o início de seu pontificado tem apontado para mudanças, embora sem qualquer espetacularização de seus gestos? Os jovens, especialmente, têm, a partir de agora, uma bússola que foi além da instância religiosa para apontar-lhes, ecumenicamente, que eles são a diferença, mas devem atuar dentro de limites éticos com alegria e esperança.











