ATÉ QUANDO?


Por Tribuna

28/02/2012 às 06h00

As primeiras informações são de excesso de velocidade, mas é preciso avaliar a presença de outros fatores em mais um acidente grave na BR-040, em menos de uma semana. Dessa vez, um ônibus da linha Belo Horizonte-Niterói, desceu pelo barranco causando quatro mortes na hora e outra confirmada ontem, já no hospital. O local fica no trecho crítico entre Barbacena e Juiz de Fora. Coincidência ou não, há um dado irrefutável: trata-se de um percurso já denunciado em mais de uma ocasião pela sua insegurança. Mesmo com obras importantes até a entrada de Bias Fortes, os riscos ainda são muitos. Se nada for feito, as estatísticas tendem a ser mais perversas.

Principal rodovia federal a passar por Juiz de Fora, a BR-040 é uma demanda constante. A Assembleia Legislativa, além de já ter feito uma audiência pública na cidade, no ano passado, já enviou vários deputados para percorrer os chamados pontos críticos. Os levantamentos apontaram para a necessidade de investimentos, obras de recuperação e até mesmo construção de novos viadutos, mas não houve avanços. O Governo argumenta não ter recursos enquanto o estado não consegue emplacar um convênio que lhe repasse a competência para administrar o trecho. Dessa forma, a despeito de tantas mortes, são poucas as perspectivas de mudanças.

Esse é o tipo de problema que tem de superar as divergências partidárias, já que o interesse é coletivo. Na realização da Agenda de Desenvolvimento, com as etapas em Juiz de Fora e Muriaé, uma das constatações foi a importância de investir na duplicação de pontos críticos e na construção de viadutos. No último evento, estabeleceu-se que os deputados e demais lideranças iriam a campo para agilizar medidas, mas ainda não se sabe em que pé estão tais negociações. A cobrança é sistemática em razão da importância do tema. Mesmo com estatísticas sendo comemoradas pela redução dos acidentes, as ocorrências na região, mesmo caindo, foram graves por causa do número de mortes.