POLÍTICA DE ESTADO


Por Tribuna

25/10/2012 às 08h00

O secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, em visita a Juiz de Fora na última terça-feira, trouxe a boa notícia: a cidade vai receber o programa Olho Vivo, que estabelece a instalação, a partir de 2013, de 58 câmeras de vigilância nas ruas do Centro e de bairros com perfil comercial, como São Mateus e Benfica. Em reunião com autoridades da cidade, ele disse que a expectativa é de que elas já comecem a operar no final do próximo semestre.

O próprio secretário observou que, onde esse programa foi implantado, houve queda de 30% da criminalidade violenta, sobretudo de crimes contra o patrimônio. O investimento deve custar aos cofres do estado cerca de R$ 7 milhões. Ele também anunciou novas unidades do Ambiente da Paz – hoje há uma unidade em Benfica -, que deverão ser implantadas no Bairro Olavo Costa e no Bairro São Benedito. confirmou, também, um espaço próprio para a perícia.

Os programas anunciados merecem aplausos, mas é necessário que saiam mesmo do papel, pois a cidade – como a Tribuna mostrou na edição de ontem – já foi palco de anúncios que ficaram no meio do caminho, como o projeto Travessia Bairros, também da instância da Secretaria de Defesa Social, que ainda não saiu de sua primeira etapa. Anunciado sob pompa e circunstância, ele seria uma solução para as primeiras demandas do Bairro Olavo Costa, hoje um dos mais instáveis da cidade. No entanto, dos investimentos de R$ 3,6 milhões, apenas R$ 540 mil foram liberados.

Com uma população próxima dos 600 mil habitantes, Juiz de Fora não pode ficar em segundo plano nas políticas do estado. O Olho Vivo deveria ser seguido do Fica Vivo, que investe no combate aos homicídios, mas ainda prevalece o discurso de não haver índices para sua adoção. Trata-se – o tema é recorrente – do típico caso em que se espera a casa ser arrombada para se trocar a chave. Mesmo abaixo da média, o que é positivo, na comparação com anos anteriores, o número de crimes consumados contra a vida teve um crescimento preocupante.