CULPA COLETIVA
É público e notório que o número de agentes é precário para uma cidade do porte de Juiz de Fora, mas é vital ampliar a discussão, pois ficar apenas no oficialismo é uma forma simplista de avaliar as mazelas das metrópoles. O discurso recorrente é de que faltam fiscais, faltam equipamentos, e por aí vai, quando parte do problema está nos próprios usuários do sistema.
Na mesma matéria em que apontou a falta de agentes, a Tribuna, com participação ativa da população, por meio do WhatsApp, revelou uma acentuada gama de abusos, que vão dos mais simples aos mais complexos e que não precisariam de fiscais para serem evitados. O jeitinho brasileiro e a velha mania de se encontrar uma saída acabam se transformando numa grande questão. Foram flagrantes de veículos sobre calçadas, em pontos reservados a táxis e até mesmo em áreas exclusivas para deficientes físicos.
Esses pequenos delitos apontam para uma ética própria que transfere para o Estado a missão de resolver tudo, quando a solução está nos próprios motoristas e pedestres que desrespeitam regras e consideram a sinalização um mero detalhe. O Brasil é um dos recordistas de acidentes de trânsito não apenas por estradas precárias e sinalização deficiente mas também pelo abuso sistemático visto nas rodovias e áreas urbanas.











