OLHO VIVO


Por Tribuna

25/04/2013 às 07h00

Ao anunciarem na última terça-feira o lançamento do programa Olho vivo, que prevê a instalação de câmeras de vigilância em diversos pontos da cidade, a maioria deles de grande aglomeração, o prefeito Bruno Siqueira e o comandante da Quarta Região de Polícia Militar, coronel Ronaldo Nazareth, deram prova de que é possível fazer a comunhão de esforços entre Prefeitura e Estado no combate à violência. Por definição constitucional, a prerrogativa é dos estados e da União, mas os tempos são outros e exigem novos atores, como as prefeituras.

O Poder Público entra no processo, como ora nos é apresentado, conveniando ações com os órgãos de segurança e implementando políticas que possam melhorar a vida da comunidade. Ao instalar luz, construir escolas e praças, otimiza a convivência comunitária, colocando em prática um expressivo antídoto contra os atos ilícitos, sobretudo os conflitos, muitos deles por conta da própria identidade dos grupos.

O Olho vivo é a face mais visível dessa parceria, a despeito de tantas já firmadas e outras que estão em curso. O papel do prefeito e do comandante é vital nessa etapa, pois eles não mediram esforços para virar o jogo. Juiz de Fora, por meio de suas lideranças, vem se queixando há tempos de investimentos nesse setor. Ambos, agora, dão mais um passo levando a discussão diretamente ao governador Antonio Anastasia, com quem têm audiência hoje. Espera-se que voltem com dia e hora para instalação dos equipamentos.

É necessário ressaltar o envolvimento da iniciativa privada, que também contribuiu para a execução do projeto. Ações como da OI e da MRS, que investiram no Olho vivo, devem ser ressaltadas, pois testemunham a importância do trabalho coletivo. Hoje, em razão das próprias circunstâncias, o Poder Público, em qualquer uma de suas instâncias, não dá mais conta sozinho de tantas demandas. Não que esteja se apartando de suas prerrogativas, mas pelo novo cenário, em que o ônus e bônus passaram a ser coletivos.