ÁREAS DE RISCO
É necessário considerar que o trabalho é facultado a todos, mas é vital levar em conta que algumas medidas precisam ser tomadas para garantir não só fluidez no trânsito, mas também segurança dos pedestres e dos próprios motoristas. O acidente da tarde de quinta-feira, quando um caminhão enguiçou na subida da Rua Marechal Deodoro e depois desceu sem controle de ré, atingindo outros três veículos, poderia ter sido evitado se houvesse restrições, sobretudo no horário escolar, quando milhares de estudantes são levados aos estabelecimentos de ensino. Nesse acidente, uma senhora conduzia uma criança e se viu na iminência de algo mais grave quando, sem saída, assistiu ao caminhão chocar-se contra a dianteira do seu carro.
Houve um tempo, e não se sabe se a regra foi revogada, pois as placas sumiram, que existia restrição de trânsito de veículos pesados na área central da cidade em determinados horários, mas há muito essa decisão – se é que ainda está valendo – não está sendo respeitada. Os caminhões cortam a malha urbana livremente, sendo alguns deles de grande porte, como vira e mexe acontece com os que transportam carros, em plena Avenida Rio Branco.
Juiz de Fora, com uma topografia perversa, que compromete várias ações, tem nas avenidas Rio Branco, Itamar Franco e Getúlio Vargas o seu principal eixo. Qualquer interrupção em uma delas, ou nas que lhes dão acesso, compromete a mobilidade. A Rua Santo Antônio, quando ocorreu o acidente, quase parou. Num tempo em que a frota de carros cresce em proporções geométricas, são necessárias medidas restritivas para facilitar o trânsito. No caso dos caminhões, não só por questão de fluxo, mas também por segurança.











