BANDEIRA DOIS


Por Tribuna

22/11/2013 às 07h00

Em mais uma rodada de reuniões, representantes dos taxistas e técnicos da Secretaria dos Transportes definiram a realização de uma consulta à categoria para avaliar quais as melhores medidas para garantir a segurança dos profissionais. Pelo menos três serão apresentadas: cabine de isolamento, na qual o motorista não teria contato com o passageiro, rastreador e câmeras. A primeira é uma experiência incomum, sendo adotada no país em uma ou pouco mais de duas cidades. As outras são mais frequentes, mas todas implicam custos.

Os motoristas, sobretudo da bandeira dois, são os alvos mais frequentes dos assaltantes, que buscam o dinheiro fácil após uma simples corrida. Em vez de pagarem o transporte, invertem a lógica e tomam do profissional os seus ganhos. A morte de um taxista – independentemente da motivação – apontou para a necessidade de mais segurança.

A operação Para, Pedro, que a PM está executando com maior frequência, é um ponto positivo. Nos últimos dias, além de potenciais assaltantes, também prendeu agentes do tráfico, que faziam o transporte de drogas. Esta, talvez, seja a fórmula mais eficiente e que deve continuar sendo executada. Em nome da segurança, tanto passageiros quanto taxistas não devem se incomodar com a abordagem. Afinal, quem não deve não teme.