GRANDE IRMÃO
A vigilância eletrônica que já alcança 12 pontos em Juiz de Fora, de acordo com matéria de capa da Tribuna em sua edição de ontem, é um avanço nas políticas de segurança do município, pois dará meios para identificação de infratores, sobretudo nas instâncias de crimes contra o patrimônio. Também será elemento inibidor para outros ilícitos, uma vez que os autores, certamente, pensarão duas vezes antes de agir, por saberem que estão sendo observados. O big brother, no entanto, deve alcançar outras regiões da cidade que não podem ficar em pontos cegos.
O Olho vivo, nome do projeto que definiu pela instalação da vigilância eletrônica, deve ser, no entanto, apenas parte de outros projetos que precisam ser adotados na cidade. É fato que nas últimas semanas o número de homicídios refluiu, mas não o suficiente para tirar Juiz de Fora da lista dos pretendentes do outro projeto importante, como o Fica vivo, cujo foco são os crimes contra a vida. A experiência é adotada em áreas consideradas críticas, como a Região Metropolitana de Belo Horizonte e municípios com grande número de ocorrências.
Nas várias discussões, a Secretaria de Defesa Social defendeu a tese de que Juiz de Fora ainda tinha números toleráveis, embora não explicasse direito o que isso significa. Mas não faz sentido esperar o agravamento do quadro para que sejam tomadas providências. As políticas de segurança mais eficazes são aquelas que investem na prevenção, e a adoção de iniciativas de combate aos homicídios seria bem recebida, pois a cidade, de novo, se aproxima dos cem crimes consumados contra a vida só este ano. E ainda estamos no início do segundo semestre.











