MAIS UMA ETAPA
Ainda nos anos de chumbo, o ministro Armando Falcão, conhecido pela frase única: nada a declarar, criou uma fórmula singular para a apresentação dos candidatos. Em vez de debates ou apresentações com projetos de governo, eles simplesmente apareciam estáticos na televisão, secundados por uma voz apresentando seus currículos. Mesmo assim, sem concessões. Era curto o discurso, próprio de um sistema que não queria refrigerar a cabeça do eleitor com o processo de escolha direta.
A partir de hoje, bem distante dos anos de chumbo, os candidatos estarão ocupando redes de rádio e televisão para apresentarem suas propostas, tanto para a Prefeitura quanto para a Câmara Municipal. Em vez dos slides, será possível ouvir a voz dos candidatos e suas metas. Está aberta, pois, mais uma temporada de caça ao voto.
A propaganda é considerada pelos seus próprios atores como o início formal da campanha, já que estarão dentro dos lares com seus discursos. A partir de agora, será permitido ao eleitor fazer avaliações mais seguras sobre a sua opção de voto, mas é necessário que saia da postura passiva e comece, de fato, a apurar o que será dito pelos candidatos.
A propaganda eletrônica é um instrumento importante no processo de escolha, mas não é o único. Juiz de Fora, uma das principais cidades do estado, tem demandas importantes em questão, e a propaganda é um espaço necessário para verificação do discurso e do que, de fato, pode ser feito.










