VOLTA ÀS RUAS
No ano passado e em 2010, depois de uma série de matérias publicadas pela Tribuna, lideranças políticas de várias instâncias de poder anunciaram uma série de medidas para coibir a ação dos flanelinhas. Entre elas, uma pesquisa para levantar-lhes o perfil e fazer cadastros para ações sociais, num típico processo de encaminhamento para outras atividades. A discussão, porém, perdeu o foco, e a retomada das ruas voltou à velha rotina, sobretudo nos bairros nos quais ainda não há Área Azul.
Na edição de ontem, a Tribuna voltou a apresentar queixas de usuários que foram pressionados pelos flanelinhas – inclusive na Área Azul – exigindo pagamento por um serviço que não prestaram. São raros os casos de guardadores que permanecem todo o tempo em um determinado local. Basta o tempo passar e, com o dinheiro no bolso, saem de cena.
É fato que a pressão desses guardadores não é um episódio local. Pelo país afora, os motoristas são vítimas de achaques, sob o risco de, em não pagando, terem o veículo arranhado. No Rio – onde a situação é crítica em vários pontos -, já foram registradas até prisões. Não precisa chegar a tanto, mas é necessário tomar providências para que as ruas sejam de todos, e não de uns poucos, como é comum, sobretudo à noite, nas portas de bares, restaurantes e outros espaços de lazer.










