ESPAÇO URBANO


Por Tribuna

21/03/2013 às 07h00

A Câmara Municipal, por iniciativa de vários de seus vereadores, abriu discussão sobre a falta de estrutura nos loteamentos do programa Minha casa, minha vida, do Governo federal, em parceria com a Prefeitura. A queixa recorrente é resultado do quadro de insegurança que se instalou em tais espaços, por conta, sobretudo, do tráfico de drogas. O programa é importante para reduzir o passivo habitacional do país, mas carece de aperfeiçoamento que os próprios erros vão apontar. É questão de tempo, mas, se não houver advertências como as que ora são feitas pelos parlamentares, nada será feito.

São várias as queixas, sendo a principal delas a falta de assistência social, para permitir a adequação de famílias de diversas origens e regiões distintas no mesmo espaço. A observação é pertinente, uma vez que, em não havendo homogeneidade no grupo, a busca de identidade torna-se uma questão crítica. Ademais, num momento em que as drogas se disseminam pelo país afora, a ação dos traficantes amplia ainda mais os pontos de tensão. Nas várias ocorrências já registradas pela polícia, boa parte delas tem o viés de enfrentamento de grupos.

É fato que o programa ainda está no começo, mas, desde já, é preciso fazer correções, pois trata-se de um projeto que veio para ficar. As principais demandas, como espaços de lazer, assistência social, igrejas – seja que culto for -, escolas, postos de saúde e ônibus, acabam influenciando no comportamento da comunidade. O debate levantado pela Câmara é fundamental para a tomada de medidas imediatas, antes que novas ocorrências sejam registradas. O próximo passo é definir, já para os próximos condomínios, a estrutura que hoje falta aos bairros já instalados.