PELO PRAGMATISMO


Por Tribuna

20/08/2014 às 06h00

A adesão de lideranças políticas a projetos contrários, isto é, liderados por adversários, não é nenhum ato estranho, sobretudo quando se trata de eleições em que a base tem um certo distanciamento, como ocorre no pleito deste ano. Os prefeitos, que dependem mais do governador do que do presidente ou dos ministros, usam o pragmatismo. Em Minas, estado com 853 municípios, cerca de 500 estão, de uma forma ou de outra, sob controle do Palácio. Diz a lenda política que o PL (Palácio da Liberdade) perde poucas eleições por conta desse controle. Os tempos são outros, e até a sede do Governo passou para o Palácio Tiradentes, mas não é prudente considerar essa possibilidade. Os prefeitos peemedebistas que contrariam as orientações do diretório estadual estão apenas fazendo as contas das perdas e dos danos.

Essa postura, no entanto, não é resolvida com punições, e sim com diálogo. Itamar Franco, com pouco suporte financeiro, venceu o PL e a resistência dos prefeitos dissidentes indicando que são os projetos que sensibilizam o eleitor e os prefeitos.

A campanha que começou ontem no rádio e na televisão é um bom momento para apresentação dessas metas.