DESCASO


Por Tribuna

20/02/2013 às 07h00

Não há como negar: o descaso com a coisa pública perpetua-se governo após governo. É inaceitável que equipamentos de uso coletivo, como as pontes que atravessam o Rio Paraibuna ao longo da cidade, se encontrem em condições precárias e sem qualquer registro de manutenção, colocando em risco a segurança dos juiz-foranos que as utilizam, como denunciou a Tribuna em reportagem da edição do último domingo.

Dez das 11 pontes visitadas pela equipe do jornal, algumas delas com mais de meio século de construção, têm problemas estruturais, como vigas de aço expostas, fissuras, além de pisos quebrados, fiação elétrica exposta e gradis danificados. Especialistas ouvidos pelo jornal apontaram as falhas e a necessidade de manutenção periódica, destacando que, assim como qualquer outra obra, as construções não são eternas, e, portanto, precisam de conservação permanente, como pelo menos uma vistoria anual.

Não havendo qualquer norma que estabeleça prazos e tipos de manutenção a serem feitos, o cidadão fica à mercê da boa vontade do Poder Público. Embora ainda não tenha tido tempo para tomar conhecimento de todos os problemas em menos de dois meses de governo, a Prefeitura precisa providenciar uma grande vistoria técnica em todos os equipamentos públicos da cidade. A última revitalização, em sete pontes, segundo a Administração, ocorreu em 2009.

No início do mês, a Tribuna revelou que, assim como nas pontes visitadas, a precariedade também toma conta do PAM-Marechal, que nem alvará da Vigilância Sanitária ou auto de vistoria do Corpo de Bombeiros possuía até o dia 7 de fevereiro. Embora não pertença ao município, mas ao INSS, expõe os usuários a risco constante. Isso sem falar em postos de saúde, escolas e outras repartições públicas que funcionam em prédios antigos, e sobre os quais não se sabe se tem havido inspeção periódica.

O que não pode acontecer é o cidadão estar entregue à própria sorte quando transita nas ruas ou adentra em uma escola ou um posto de saúde. O Poder Público tem que estar atento à necessidade de manter os equipamentos públicos em bom estado de conservação, providenciando os reparos necessários para prolongar sua vida útil. Só assim vai garantir a segurança de quem os utiliza.