RISCO NO TRÂNSITO

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Adicionar Tribuna de MinasA Semana Nacional de Trânsito começa hoje com foco no pedestre, mas também no comportamento dos condutores, uma vez que ambos são a principal parcela na discussão que não deve se esgotar neste período, e sim transformar-se em ação permanente das autoridades do setor. Pessoas atravessando as vias em qualquer ponto e motoristas incautos, que se sentem senhores das ruas, são rotinas que não se esgotam nas metrópoles. Desde o boom automobilístico, fruto dos financiamentos de longo prazo que resultaram no crescimento geométrico da frota, em qualquer parte do país, a situação é a mesma.
Com cerca de 550 mil habitantes, Juiz de Fora tem questões sérias que precisam ser enfrentadas, a maioria delas com campanhas educativas e blitze sistemáticas para mudar o comportamento de quem dirige e de quem está a pé. O número de atropelamentos, especialmente de idosos, tornou-se preocupante, por conta, sobretudo, da pressa coletiva, ora incorporada à rotina do dia a dia. Nos últimos meses, especialmente na Avenida Itamar Franco, na descida do Lacet, a Tribuna fez diversos flagrantes de pedestres fora da faixa, apenas para ganhar tempo. A maioria deles, na terceira idade.
Ao mesmo tempo, o eterno conflito entre condutores de carros e motos se acentua, já que estes últimos, a despeito de estarem sujeitos às mesmas regras de trânsito, agem como se fossem usuários à parte, com ultrapassagens de risco no centro nas e laterais das pistas. São, pela própria imprudência, recordistas em acidentes.
A Semana de Trânsito é um período singular para tais discussões, mas as entidades públicas devem insistir na educação permanente. A pura instalação de redutores de velocidade, sejam eles eletrônicos, como radares, ou quebra-molas, soa como um antídoto, mas é fundamental haver outras medidas, sob o risco de esses mesmos equipamentos, em vez de facilitarem a segurança, pararem a cidade.









