FALAR É FÁCIL


Por Tribuna

17/08/2013 às 07h00

Falar pelo celular pode não ser mais o principal problema do usuário, como atesta relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresentado ontem pela Tribuna, mas os números são preocupantes quando se trata da transferência de dados: as operadoras estão em débito com o consumidor. E este é o gargalo. Falar, hoje, não é a principal opção. Boa parte de quem adotou o celular se comunica por mensagens, sobretudo pelo menor custo. Os jovens, então, vivem no teclado trocando impressões. A situação em Juiz de Fora, nesse aspecto, deixa a desejar, como aponta o documento.

A possibilidade de acesso cria uma nova fase no relacionamento com as operadoras, pois permite ao consumidor buscar a melhor opção. Ao mesmo tempo, exige mais investimentos. Juiz de Fora, com a pretensão de ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, depende da telefonia móvel para ampliar seu cardápio de opções a ser oferecido à Fifa. A conexão 4G, já obrigatória nas capitais que vão abrigar os jogos, deveria ser adotada também nas regiões que poderão acolher seleções para treinos. Nesse aspecto, o município está devendo, com o agravante de ter problemas até mesmo no 3G, com suas conhecidas zonas de sombra.

É fato que a topografia da cidade não ajuda. Situada num vale, Juiz de Fora tem problemas sérios nas suas conexões, mas boa parte destes entraves já era para ter sido resolvida, uma vez que várias ações foram tomadas para implementar o serviço, inclusive na instância política. A Câmara mudou praticamente a legislação para facilitar o trabalho das companhias. O problema, no entanto, persiste, como é possível atestar nas estatísticas dos serviços de proteção do consumidor.