BOM COMEÇO
O primeiro debate entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, agora pelo segundo turno, a despeito dos momentos de caneladas, foi um bom começo. Mesmo com as táticas de desconstrução, que marcaram a primeira etapa de campanha, desta vez, por serem apenas dois, e pelo formato do programa, eles tiveram a chance de mostrar um pouco do que pretendem fazer a partir de 2016. O único senão, mas de difícil execução, seria avaliar até que ponto os números e outros dados apresentados pelos candidatos são reais. Nos Estados Unidos, há um mediador que questiona as informações, sobretudo quando elas são equivocadas. Os dois postulantes, por já terem experiência administrativa – Dilma, na atual gestão, e Aécio, por dois mandatos em Minas -, jogaram números de toda sorte.
Ainda faltam três encontros – SBT, Record e Globo -, que podem ser decisivos neste curto período de campanha. Em 20 dias, os finalistas têm que repetir uma série de eventos, mas tanto eles quanto seus marqueteiros já perceberam que os debates, agora sob novo formato, são a forma mais adequada para se chegar ao eleitor. Afinal, os programas são reverberados pela mídia e pelas redes sociais. Nesse jogo de ataque e defesa, os candidatos ganham uma oportunidade única não apenas para falar de suas gestões mas também de ações que pretendem implementar no futuro mandato.
Ao final do primeiro debate, os candidatos se cumprimentaram cordialmente, dando mostras da maturidade da democracia brasileira. Em discussão, estão projetos de poder de dois partidos políticos. Com visões distintas, pensam no Brasil – o que é importante -, dando exemplo para os seguidores de que é possível fazer política sem partir para a intolerância. Nas redes sociais, sobretudo, é possível acompanhar críticas saudáveis, mas também são espaços para discursos grosseiros, que consideram o outro, em vez de adversário, o inimigo.











