ÁREAS DE RISCO


Por Tribuna

16/04/2015 às 06h00

É válida a iniciativa da Comissão de Transportes da Assembleia em avaliar o processo de duplicação da BR-040, no trecho entre Juiz de Fora e Brasília, que terá sua primeira etapa em território goiano, a despeito de estar pelos lados de cá a área com maior incidência de acidentes. O deputado Isauro Calais, um dos signatários da audiência, disse que a meta é cobrar da empresa a antecipação das obras, a fim de garantir segurança para os usuários. E faz sentido. A rodovia, já privatizada até o Rio de Janeiro, com pouquíssimo índice de ocorrências neste trecho, precisa ter a mesma eficiência na sua outra ponta. Hoje, na altura de Santos Dumont e entre Conselheiro Lafaiete e o trevo para Ouro Preto, os riscos são imensuráveis, bastando ver as estatísticas.

Os dois casos são problemas conhecidos, inclusive da própria Assembleia, que já fez, por meio de grupos de parlamentares, diversas incursões no trecho. O único resultado das pressões foi a mudança do Viaduto das Almas, que deixou de ser uma armadilha para tornar-se uma passagem sem riscos. Na vizinha Santos Dumont, foram construídos quatro viadutos, dois deles em curva, que registram acidentes com uma elevada frequência. O que passa sobre a linha férrea, na altura do Bairro Nossa Senhora das Graças, já ceifou várias vidas, inclusive a do ex-presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora Paulo Rogério dos Santos.

É fato que se trata de um trecho com custos de recuperação bem mais altos, mas é fundamental insistir. Os termos do contrato vencido pela Via 040 podem ser outros, mas é vital, e até mesmo lógico, que a prioridade seja dada para o trecho com menos segurança e mais acidentes.