PORTA DE ENTRADA
São preocupantes os dados apresentados no Boletim PAD – Hábitos de Vida Saudável, divulgado pela Fundação João Pinheiro, no qual é registrado que a Zona da Mata tem a maior frequência de uso de álcool, com o agravante de 80% dos habitantes da região não praticarem nenhuma atividade física. A questão do exercício físico, embora seja vital para a saúde, acaba tornando-se um problema menor ante o consumo de bebidas, pois este não se esgota em si mesmo. Dados que tratam do assunto apontam que o consumo de álcool é a porta de entrada para o uso de drogas ilícitas. Daí a importância de se avaliar medidas para reverter esses dados. Alguns legisladores, inclusive de Juiz de Fora, já apresentaram projetos restringindo o acesso de menores de 18 anos ao consumo de bebidas, mas a questão não se resolve apenas com leis, nas quais são estabelecidas penas para quem transgrida as normas.
Adotar tais práticas é fundamental, uma vez que os jovens, ao irem para as ruas, buscam aventuras que nem sempre acabam bem, em função da embriaguês. Mas este é um tema que precisa ser discutido também dentro de casa. Como impedir um adolescente de consumir se o acesso é permitido no próprio lar? São muitos os exemplos de parentes, seja em que grau forem, incentivarem o uso, com os surrados discursos de ser melhor beber em casa do que na rua ou de a situação estar sob controle. Pais que fazem filhos seus parceiros de copo podem até melhorar a relação entre eles, mas estão forjando uma armadilha para o futuro.
O uso exagerado é mais grave ainda, pois, além de ser a chave para o submundo das drogas, induz ao surgimento de doenças graves. Segundo a pesquisa, há a prevalência de dez doenças crônicas entre as presentes na população consumidora de bebidas alcoólicas: as cardíacas, diabetes, a hipertensão arterial, a tuberculose, a depressão, a insuficiência renal crônica, e a bronquite ou asma, o câncer, a artrite ou o reumatismo e as doenças de coluna. O que esperar mais?










