O anúncio das obras do novo acesso ao Aeroporto Regional, ligando a MG-353 à BR-040, dado facilitador para quem deseja evitar a área urbana de Juiz de Fora, é o lado positivo na longa discussão sobre as obras necessárias para plena viabilização do terminal, mas é preciso enfatizar junto ao Governo estadual a necessidade de ampliar o empreendimento, com a duplicação, pelo menos de mais trechos, da MG-353, hoje já estrangulados pelo volume de caminhões, que só tende a aumentar quando o aeroporto oficializar sua vocação industrial. É certo que o acesso já é um bom caminho andado, pois será parte de um necessário anel rodoviário no entorno de Juiz de Fora, mas se for possível complementar o trabalho, que seja feito.
Quando governador, Itamar Franco deixou duas demandas importantes para o seu sucessor, Aécio Neves, que, de fato, cumpriu: a construção do aeroporto e do Centro de Convenções. O primeiro está ampliando suas ações, mas carece de investimentos posteriores, como a própria via de acesso – agora confirmada -, a retirada do morro de uma das cabeceiras, a ser concluída até meados deste ano, e a duplicação da rodovia. O governador Antonio Anastasia certamente conhece o problema e demonstra preocupação em anunciar os investimentos, mas a região não pode esperar mais tempo, pois há outras implicações além da morosidade do trânsito: o risco de acidentes. A convivência entre caminhões e veículos de passeio é sempre uma aventura, como é possível verificar em várias estradas de Minas, como na própria BR-040, entre Conselheiro Lafaiete e o Trevo de Ouro Preto. Já que o Aeroporto Regional deve ampliar suas atividades, repetir esse cenário é temerário.
Como levar a demanda adiante é uma necessidade, cabe também aos líderes políticos se mobilizarem. A MG-353, além de cortar vários municípios, é estratégica para toda a Zona da Mata, o que, de pronto, induz a um diálogo entre suas lideranças para levar a questão ao governador, pois se trata de estrada estadual. No entanto, se houver espaço para parcerias com a União, os demais políticos também deveriam ser chamados a levantar a questão. E não há falta de dados. Quando da realização da Agenda Regional, todos esses números foram levantados. Basta, então, cobrar para que sejam executados.











