NO MESMO LUGAR


Por Tribuna

14/11/2014 às 07h00

Uma nova tentativa de colocar a reforma política na agenda da Câmara dos Deputados fracassou, sendo o PT um dos responsáveis pela obstrução sob o argumento de que não basta mais o Congresso fazer uma norma quando há um pleito de diversas entidades, com apoio de mais de 600 mil assinaturas, pedindo inserção no debate. Nesse aspecto, faz sentido, mas é fundamental indagar aos parlamentares qual será o próximo passo. Tema recorrente na campanha eleitoral, sobretudo pela candidata vitoriosa Dilma Rousseff, que pediu até um plebiscito, a reforma não pode passar por novos adiamentos.

Como o atual Parlamento já está em compasso de fim de ano, a discussão deve ficar para a próxima legislatura, da qual participarão 28 partidos, em vez dos atuais 22. Num cenário desse, a discussão terá mais problemas, pois, se há consenso de que é preciso mudar a legislação, cada partido tem um modelo diferente. Nesta federação de legendas, o conflito de interesses, certamente, vai continuar emperrando a discussão.

Há boas e más propostas, mas deputados e senadores não chegam a um acordo para, pelo menos, filtrar as que mais atraem o interesse da população. Basta começar a discussão que o financiamento de campanha emperra o debate. Se não há acordo, que se avance para outro, mas não é esse o interesse de suas excelências. Ainda nem bem saiu de uma eleição, o país já discute nomes da sucessão nos municípios, e, se nada for feito, também a definição de prefeitos e vereadores será sob as atuais regras, mesmo com todos os questionamentos que estejam recebendo.