GESTO COLETIVO


Por Tribuna

14/02/2015 às 07h00

O debate envolvendo a crise econômica, ora instalada em todos os segmentos, tem sido encarado de maneira distinta por atores políticos. A Prefeitura de Juiz de Fora, como as demais, em situação crítica, sobretudo pela redução dos repasses, faz o dever de casa cortando na própria carne. Há custos políticos e administrativos, mas não há outro caminho quando a própria arrecadação entra em queda livre pelo país afora, fruto não apenas da inadimplência, mas da própria ausência de captação, já que o setor produtivo também puxou o freio pela ausência de perspectivas em curto prazo.

Mas é fundamental considerar que a causa, que em tese deveria ser comum, ainda não é encampada por instâncias de poder, que mantêm seus reajustes salariais e ainda comprometem os seus orçamentos com medidas do tipo auxílio-moradia para deputados com residência própria nos locais de trabalho. A ação da Assembleia Legislativa mineira não é a única, mas veio em momento inoportuno e desnecessário. Esse, no entanto, é apenas um exemplo de tantas outras mazelas que em nada contribuem para reduzir a crise.

O próprio Congresso, por pressão de vários segmentos, avalia a mudança no pacote apresentado pelo Governo para reduzir despesas. A proposta de voltar ao que era no auxílio-doença, por exemplo, não contribui em nada. O que Senado e Câmara deveriam fazer é estabelecer um debate rico sobre o tema, avaliando, principalmente, o uso abusivo desse benefício.