TUDO DE NOVO
Quando o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus entrou no sistema de atendimento de urgência e emergência da região – fato celebrado pela população -, criou-se uma alternativa ao esgotado HPS, até então responsável por uma demanda acima de sua capacidade, criando cenas de desqualificação humana com pacientes pelos corredores em espera de um internamento real. E não se tratava de leniência profissional, faltavam meios e espaço para o trabalho. A nova unidade, considerada de referência 1, mudou o cenário, mas já enfrenta a desorganização do SUS, programa de referência mundial, que peca pela sua gestão. Num modelo pactuado entre município, estado e União, a falha em qualquer uma dessas instâncias desarranja o atendimento.
Na busca dos responsáveis, o que se ouvem são discursos nos quais a bola é repassada de um lado para o outro, enquanto profissionais da saúde, e, sobretudo, pacientes, ficam com a conta dessa burocracia. O município, a quem cabe a gestão plena, diz que o estado não está cumprindo sua parte, enquanto este, por meio de nota, diz que o furo está na União. Enquanto isso, criou-se um espaço de expectativa à espera de uma solução. Os depoimentos de médicos, enfermeiros e pacientes contrastam com as afirmações dos técnicos.
Em todas as pesquisas, saúde é a rubrica que mais chama a atenção, pois o atendimento está sempre aquém das expectativas. Polo de uma região e centro de serviços, Juiz de Fora recebe pacientes de toda a Zona da Mata, e até de outros estados, o que amplia o fluxo e compromete o atendimento. A saída do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus do sistema, uma possibilidade anunciada desde o início do ano pelo atraso de pagamentos, criará um cenário crítico. As lideranças políticas, sobretudo, devem entrar na discussão e exigir uma solução imediata. Já quem está precisando do atendimento de urgência e emergência não pode esperar.











