FIM DA FILA
Se os escândalos se esgotassem em si mesmos, ficando a investigação e a punição por conta dos órgãos competentes, certamente não haveria tanta preocupação. O problema está nos desdobramentos. Mesmo com a autorização da presidente Dilma Rousseff, ’em caráter de urgência’, para a retomada das licitações do Dnit, suspensas desde 6 de julho, as principais obras previstas para Minas devem começar a sair do papel apenas em 2013. A informação está na edição de ontem da Tribuna, dando margem à preocupação, pois só daqui a um ano e meio ou dois é que deverão sair do papel, criando um passivo nos empreendimentos que dependem de tais projetos.
É certo que, na lista apresentada, somente o trecho da BR-040 afeta diretamente Juiz de Fora, mas, como uma coisa puxa outra, é necessário saber se outras demandas do município serão afetadas. A cidade depende do ministério para construção de pontes e viadutos que darão nova conformidade ao trânsito, não podendo, pois, esperar que a burocracia de Brasília decida, por si só, o que pode ou não ser feito agora. Se não houver ação política, corre-se o risco de ir para o fim da fila, sem previsão para tais obras.
Nesse caso, não se trata de uma questão partidária. Em nome da causa local, os políticos, independentemente da sigla partidária, devem pressionar o Governo para a liberação dos recursos, pois não faz sentido a comunidade pagar pelas mazelas do grupo que se encastelou no ministério dos Transportes e fez dele uma sucursal de seus negócios, e, muito menos, dos interesses partidários que possam frear uma ação conjunta. O eleitor, sobretudo nos tempos de tráfego fácil da informação, sabe discernir os gestos dos líderes e identificar quem joga para o time e quem só atua de olho na arquibancada.










