LUGAR PARA TODOS
A construção de um shopping popular no Centro da cidade não é uma discussão recente. Na terceira gestão Tarcísio Delgado (2000-2004), o então secretário João Vítor Garcia ensaiou um projeto que abrigaria, sobretudo, os ambulantes, tirando-os das ruas e avenidas da cidade, como ocorre na Avenida Getúlio Vargas e na Rua Marechal Deodoro, principalmente. Todos seriam instalados no Espaço Mascarenhas, num espaço construído sobre o estacionamento. A ideia agradou, mas não foi adiante, ficando tudo como se encontra até hoje.
No final do ano passado, o prefeito Bruno Siqueira anunciou a retomada do shopping, desta vez a ser construído no terreno no Centro da cidade – entre as ruas Braz Bernardino e Batista de Oliveira -, onde funcionava uma fábrica de macarrão, vago há cerca de 30 anos e com débitos referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano. Os dois grupos empresariais que mostraram interesse no empreendimento têm até o dia 29 para apresentarem suas propostas, numa prova de que a discussão está indo adiante, algo importante, pois será possível mudar a paisagem na região, hoje com um terreno amplo, mas sem ocupação por tanto tempo, enquanto os ambulantes proliferam pelas demais vias.
É fundamental apostar no projeto, pois os ambulantes teriam um espaço próprio para seus atos de comércio, hoje sujeitos a uma série de interferências. Seria também encerrada uma concorrência com o comércio formal, abrindo chances para todos, principalmente num período em que o comércio popular tem grande demanda. Respeitadas as proporções, Rio de Janeiro, com a Saara; São Paulo, com a Rua 25 de Março, e Belo Horizonte, com o Shopping Oi, são provas de que há espaço para todos.











