NOVOS DESAFIOS


Por Tribuna

10/09/2014 às 06h00

No próximo dia 19, quando fará mais uma reunião, a Comissão Especial que trata da violência em Juiz de Fora terá um novo desafio: encontrar saídas para superar a velha questão da insegurança. Só este ano – até o fechamento deste editorial -, 99 pessoas tinham sido vítimas de homicídio, praticamente a mesma marca do ano passado. Em 2013, durante todo o ano, foram 139 casos. Mas ainda estamos em setembro.

Juiz de Fora, como as demais metrópoles, tem questões pontuais que exigem outros investimentos. O projeto “Olho vivo”, que dispõe sobre instalação de câmeras de vigilância em pontos estratégicos, como a Tribuna atestou, tem dado resultados, sobretudo no combate aos crimes contra o patrimônio, mas só ele não basta para reverter tais números. Na campanha eleitoral deste ano, o Governo estadual tem dito aos mineiros que o projeto “Fica vivo” tem se mostrado eficaz no combate aos homicídios, uma vez que estabelece uma série de medidas, inclusive, preventivas.

A pergunta que não se cala é por que Juiz de Fora, a despeito de números tão perversos, ainda não foi contemplada com o projeto. A Secretaria de Defesa Social argumenta (e não é de hoje) que ainda não temos índices para sua adoção, numa clara admissão de que é preciso piorar ainda mais para a tomada de providências. Trata-se de uma lógica estranha, sobretudo por contrariar princípios que veem na prevenção a melhor alternativa.

O acesso às armas, o conflito de gangues e o tráfico de drogas são as matrizes desta violência, cabendo, pois, aos atores da discussão sobre a insegurança a tomada de medidas, já que a cidade não pode viver com índices tão preocupantes, mesmo diante de um cenário em que autores e vítimas vivem basicamente as mesmas circunstâncias.