LUTA INTERNA


Por Tribuna

09/11/2014 às 07h00

Na lenda política, o vencedor de uma eleição, num cenário de reeleição, já começa governando pensando no segundo mandato. Mas não apenas quem está sentado na cadeira do poder tem esse tipo de atitude. Uma semana depois das eleições que culminaram com a vitória da presidente Dilma Rousseff, os jornais se dedicaram a especular quem serão os candidatos de 2018. Como a presidente não poderá fazer uma terceira tentativa, o nome do ex-presidente Lula volta ao debate interno do PT.

Nas oposições, a situação não é diferente. Cacifado pelas urnas que lhe deram cerca de 51 milhões de votos – a maior votação do PSDB nos últimos pleitos -, o senador Aécio Neves, segundo os jornais, já tenta se manter no topo da lista, mas terá adversários de peso pela frente, a começar pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vencedor no primeiro turno no seu projeto de reeleição.

Enquanto a presidente tentará superar os fantasmas da campanha, os demais atores políticos já estarão envolvidos em outra aposta, o que pode influir no comportamento das bancadas a partir do ano que vem. O PSDB, de acordo com os analistas, terá que aprender com o PT a fazer oposição, e Aécio, se quiser continuar no páreo, terá que ter uma performance melhor do que a do também senador José Serra, que ainda não abriu mão do sonho de ser presidente.

Será, pois, um cenário de disputas internas e externas, antecipando a sucessão que já está no balcão antes mesmo da segunda posse da presidente Dilma Rousseff.