SEM OPÇÃO


Por Tribuna

09/09/2011 às 07h00

Por uma questão de sorte, o acidente de terça-feira envolvendo vários carros na Avenida Independência – pista de descida perto da Maternidade Terezinha de Jesus – não foi mais grave. Como relatou o motorista, já na altura do trevo, ele percebeu que os freios estavam falhando e tentou jogar o veículo em cima de uma árvore, mas não conseguiu. Como consequência, bateu num Palio e num Fiesta, que foi projetado contra um Honda Civic. No trajeto, ele ainda conseguiu desviar-se de uma cegonheira. E é aí que cabe o questionamento: como é possível cegonheira passar por uma via tão íngreme e movimentada? O carro responsável pelo acidente foi um caminhão leve, mas e se fosse o que transporta outros veículos? Os riscos e os danos seriam muito maiores.

Esse trecho da Independência já registrou acidentes graves, levando, por um período, à proibição de caminhões de grande porte, mas essa restrição já não existe, sobretudo pela falta de opção. Descer pela Alameda Alexandre Leonel seria uma possibilidade, mas a Rua São Mateus ficaria comprometida, além de ser estreita para carretas de grande porte. Em suma, não há caminhos para se chegar ao Centro, salvo por uma passagem mais longa, via Distrito Industrial.

Como questão fica a importância de se construir um rodoanel, a fim de tirar boa parte do tráfego pesado da área urbana, sobretudo quando se sabe que muitos fazem esse percurso por falta de alternativas ou para ganhar tempo. A outra é a necessidade de avaliar a descida, como ocorreu com a Garganta do Dilermando, hoje vedada a esses transportes em nome da segurança coletiva, inclusive do próprio motorista, quase sempre uma das vítimas.