AÇÃO E REAÇÃO


Por Tribuna

09/08/2012 às 07h00

Na manhã de ontem, agentes de trânsito fizeram uma blitz na saída do viaduto Augusto Franco, tendo como alvo os motociclistas. A iniciativa, bastante oportuna, ocorreu no mesmo dia em que a Tribuna mostrou o aumento do número de idosos atropelados por motos em Juiz de Fora, da ordem de 57%. De acordo com o levantamento, 77 pessoas acima de 60 anos foram atingidas no primeiro semestre deste ano, algo preocupante em função do avanço dos índices. Além dos riscos com a frota de carros, que também experimenta crescimento geométrico, os pedestres têm que ficar atentos com as motos, e com um agravante: dotados de maior mobilidade, se embrenham por entre os carros, além de efetuarem ultrapassagens, tanto pela esquerda, quanto pela direita. Há iniciativas de educação no trânsito, mas nem todos seguem as regras.

O grave desse cenário é que as vítimas não são apenas os pedestres. Somente no último fim de semana, três pessoas morreram por acidentes de moto, numa prova material de se tratar de um transporte de risco, quando não são tomados os devidos cuidados. O número de acidentes é elevado em todo o país, chegando a dados alarmantes, sobretudo em metrópoles como São Paulo, onde pelo menos um motociclista morre por dia. Graças a financiamentos longos, preços acessíveis e melhor mobilidade, a frota também aumenta, trazendo, consigo, o risco permanente quando não há medidas protetivas no uso.

A ação de ontem vai se repetir em outras regiões, e deve ser interpretada como uma medida de defesa coletiva, isto é, tanto dos pedestres, como dos próprios usuários das motos. Documentação em dia e, principalmente, equipamentos adequados são peças fundamentais para garantir a segurança. Ademais, não dá para transigir num cenário em que todos podem ser vítimas.