MELHOR PREVENIR
Diversas medidas na área de segurança estão anunciadas ainda para este primeiro semestre, como ampliação dos ambientes da paz e instalação de câmeras de vigilância, mas é necessário insistir com a Secretaria de Defesa Social na importância de outras ações, como o projeto de combate aos homicídios Fica vivo. Desde a sua gênese, o Governo do estado argumenta que ele só vale para áreas de volume expressivo de ocorrências. Por isso, salvo a capital, Belo Horizonte, e seu entorno, que compõe a Região Metropolitana, poucos municípios foram contemplados.
Juiz de Fora, na comparação com regiões de mesmo porte, não é uma área crítica, mas pode vir a ser se não houver antecipação de medidas. Como prevenir é melhor do que remediar, não faz sentido esperar a deterioração dos índices para adoção do programa. Ademais, 2014 já aponta para esse sentido. Enquanto no ano passado – que fechou com 139 homicídios – o primeiro caso ocorreu no dia 5 de janeiro, este ano, em menos de uma semana, três crimes contra a vida foram consumados. Isso só não basta?
As câmeras de vigilância, a face mais emblemática de combate à violência, estão sem data para instalação, embora até a concorrência já tenha sido feita. O ritmo da burocracia – e é comum nas três instâncias de poder – nem sempre corresponde à ansiedade das ruas, o que gera um passivo de preocupação coletiva, como já é possível ver na cidade.











