ATOS ISOLADOS


Por Tribuna

07/02/2013 às 07h00

O governador Antonio Anastasia assinou, na última terça-feira, no Palácio Tiradentes, protocolos de intenção para a instalação e ampliação de três empreendimentos da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) em Minas Gerais. Juntos, os empreendimentos em Uberaba e Uberlândia terão investimentos de cerca de R$ 2,4 bilhões e vão gerar aproximadamente 18 mil empregos (7.700 diretos e 10.200 indiretos) no Triângulo Mineiro. O presidente do Conselho de Administração da CMAA, José Francisco Santos, disse que a ação direta do Governo do estado foi fundamental para o aporte de mais investimentos para a expansão das atividades da companhia. Nada a censurar na postura do governador, pois, como ele mesmo disse, trata-se da união da sociedade civil, do empresariado e do Governo, que possibilitam o desenvolvimento de Minas nos últimos anos.

Certamente, lideranças do Triângulo, que conseguem manter suas diferenças longe do interesse coletivo da região, estiveram unidas, de novo, na busca de investimentos para a região, o que vem ocorrendo há tempos, ampliando, sobretudo, a participação de Uberlândia na agenda tanto do Estado quanto da União. Enquanto isso, o prefeito Bruno Siqueira, atual gestor, fez um périplo isolado pelos gabinetes de Belo Horizonte em busca de recursos para questões básicas, como a construção de uma estrada que vai escoar o trânsito vindo da MG-353 direto na BR-040 e pedir empenho para a conclusão de uma outra, que ficou no meio do caminho, ligando o nada a lugar algum, como é o caso da BR-440.

Os prefeitos, e Bruno não é o primeiro, têm feito carreira solo na busca de investimentos, escudados apenas por raras exceções entre os parlamentares. Os projetos coletivos acabam perdidos na burocracia e param pela falta de pressão das lideranças. O que foi feito, por exemplo, da Agenda de Desenvolvimento Regional, que, durante vários eventos, levantou demandas importantes para a Zona da Mata? Sem os deputados, que seguem uma rotina de gestos estanques, o cenário vai continuar o mesmo, com Juiz de Fora e seu entorno assistindo ao crescimento contínuo do Triângulo. E não basta o jogo fácil de culpar a burocracia estadual por uma possível má vontade. Se não houver trabalho conjunto das lideranças, despidas – pelo menos neste ano sem eleição – de viés partidário, tudo vai continuar como antes, a despeito das demandas prementes que precisam ser realizadas, sobretudo, em Juiz de Fora.