PROJETOS DE PODER


Por Tribuna

06/12/2011 às 07h00

À medida que o tempo avança, as discussões políticas começam a sair dos bastidores e chegam às ruas, afinal 2012 é ano de eleições municipais, e elas são emblemáticas até mesmo para o pleito de 2014, quando estará em jogo a Presidência da República. Por isso, a disputa do ano que vem não é apenas uma questão paroquial, sobretudo em cidades de grande e médio porte – como é o caso de Juiz de Fora – e nas quais as duas principais forças partidárias, PT e PSDB, estão colocando suas fichas.

Em São Paulo, numa declaração publicada ontem no Estadão, o senador Aloysio Nunes, um declarado serrista, mas com visão ampla de Brasil, foi claro ao apontar que o seu partido, o PSDB, só terá sucesso se as lideranças abrirem mão de seus projetos pessoais e atuarem como uma equipe. Lembrou até mesmo uma frase do ex-governador Magalhães Pinto, quando instado a falar das divergências com Tancredo Neves para criar o Partido Popular em Minas. Desentendimento não há, mas falta entendimento, ensinou. Aloysio fez a mesma observação.

Em Juiz de Fora, onde tucanos e petistas também se enfrentarão – e ainda tem o PMDB – a situação é semelhante, só que, desta vez, o cenário de incertezas está no Partido dos Trabalhadores. Os dirigentes ainda não chegaram a um acordo sobre a estratégia e o momento certo de campanha, deixando a militância sem saber o que fazer. A discussão passou até mesmo por conversas em Belo Horizonte na semana passada.

A única certeza, porém, é que o debate já ocupa os bastidores, dando mostras de que a campanha não se restringe ao palanque. Na verdade, dizem os especialistas, o jogo se ganha nos bastidores.