OLHAR NO FUTURO
Todo e qualquer tributo, em função do mau uso pelas instâncias de Governo – como é o caso da taxa cobrada nos combustíveis para recuperação das rodovias -, causa pruridos no contribuinte, fazendo dele o vilão das ações públicas, mesmo quando há justificadas razões para sua implantação. A Prefeitura concluiu estudos para o Plano Básico de Saneamento ser implantado, que traça um planejamento para o município no que se refere a abastecimento de água, esgotamento, resíduos sólidos e drenagem urbana.
Como está exposto na justificativa do Governo, trata-se de um projeto essencial para que a cidade possa garantir a captação de recursos federais e tirar do papel as 90 ações previstas para serem executadas em até 20 anos. Como a Tribuna revelou, somados, os gastos para a execução das intervenções ultrapassam R$ 1,25 bilhão.
Juiz de Fora vive o drama de metrópoles. Há um passivo que hoje se reflete no seu próprio cotidiano, como a mistura de águas pluviais e esgoto, formando um cenário em que o tratamento dos resíduos torna-se mais problemático e caro. É preciso separá-los, até mesmo para evitar alagamentos em pontos críticos da cidade, com danos diretos para a população. Os moradores de bairros como Industrial e Cerâmica são testemunhas e vítimas desta mistura. O refluxo das águas do Paraibuna afeta diretamente suas vidas.
A Prefeitura, certamente, terá que convencer vereadores e comunidade da importância do projeto, o que só será possível com transparência. O cidadão, certamente, apoia quando vê seriedade e eficiência na iniciativa, já que o problema, em si, é visível no dia a dia.











